Crescem os Casos de Judicialização da Saúde no Brasil: Pacientes Recorrem à Justiça para Garantir Tratamentos

Nos últimos anos, a judicialização da saúde no Brasil tem crescido de forma significativa. Milhares de pacientes em todas as regiões do país têm recorrido ao Poder Judiciário para garantir acesso a cirurgias, exames, medicamentos de alto custo e terapias essenciais que, muitas vezes, são negadas por planos de saúde ou pelo próprio sistema público.
Segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as ações relacionadas à área da saúde se mantêm entre as categorias mais frequentes nos tribunais estaduais, especialmente em casos que envolvem risco imediato à vida ou agravamento do quadro clínico.

Entre as situações mais comuns relatadas pelos tribunais estão negativas de cobertura, autorizações demoradas, interrupção de tratamentos contínuos e ausência de fornecimento de medicamentos necessários para condições como câncer, doenças autoimunes, transtornos neurológicos e síndromes raras. Em muitos casos, pacientes afirmam enfrentar meses de espera para obter assistência médica, o que leva à busca por medidas judiciais urgentes.

Por que a judicialização tem aumentado?

Especialistas apontam diversos motivos para o aumento das demandas judiciais envolvendo saúde. Entre eles:

1. Negativas frequentes dos planos de saúde
Operadoras têm restringido coberturas com base no rol da ANS, cláusulas contratuais ou alegação de que o tratamento solicitado não possui evidência científica — justificativas frequentemente derrubadas pela Justiça.

2. Falta de acesso rápido pelo SUS
A demora no atendimento em determinadas especialidades e a dificuldade para obtenção de medicamentos de alto custo reforçam a procura por medidas judiciais.

3. Maior acesso à informação
Pacientes têm se informado melhor sobre seus direitos, principalmente através da internet, o que contribui para maior conscientização sobre alternativas legais.

4. Crescimento das doenças crônicas e tratamentos complexos
O avanço da medicina, com novos medicamentos e terapias, também aumenta os conflitos entre pacientes e operadoras, especialmente quando esses tratamentos possuem custo elevado.

Quando a Justiça costuma decidir a favor do paciente?

Apesar de cada caso depender de análise específica, há cenários em que as decisões favoráveis ao paciente são mais frequentes, como:

Tratamentos urgentes ou de caráter essencial
Cirurgias prescritas por médico especializado
Medicamentos registrados na Anvisa, mesmo que fora do rol da ANS
Negativas baseadas exclusivamente em argumentos administrativos
Situações de risco comprovado à saúde física ou mental

Além disso, ações com pedido de liminar — medida emergencial analisada com prioridade — podem garantir tratamento imediato em poucas horas ou dias.

A importância de orientação jurídica qualificada

Com o aumento da judicialização, cresce também a necessidade de que pacientes recebam orientação jurídica adequada antes de ingressar com ação. O processo envolve análise de documentação médica, prescrições, histórico do plano de saúde e a preparação de pedido urgente quando necessário.
Para quem enfrenta negativa de exames, cirurgias ou medicamentos, é fundamental buscar apoio de um Advogado Especialista em Saúde em Curitiba para avaliar a viabilidade da ação:
https://walberadv.com.br/

Panorama para os próximos anos

Analistas prevêem que a judicialização da saúde continuará crescendo, especialmente com o envelhecimento da população e o avanço de tratamentos de alto custo. Ao mesmo tempo, especialistas defendem que o aumento dessas ações é reflexo de falhas estruturais e que aprimoramentos na regulação, transparência e acesso podem reduzir esses conflitos.

Enquanto isso não ocorre, a Justiça segue desempenhando papel central na garantia do direito fundamental à saúde, previsto na Constituição, e que deve ser assegurado independentemente de limitações administrativas ou contratuais.

Conteúdo

Crescem os Casos de Judicializacao da Saude no Brasil Pacientes Recorrem a Justica para Garantir Tratamentos